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Aluna se destacou na FEBRACE

Nesta semana, a aluna da 3ª Série do Ensino Médio Maria Clara Merigue, retornou de mais uma participação em feira científica, por conta do seu trabalho com um detector de glúten. A estudante do Universitário foi finalista da FEBRACE, a feira de Ciências e Engenharia da Universidade de São Paulo (USP), que contou com 330 projetos e 780 participantes.
 

A aluna do Terceirão voltou bastante animada de São Paulo. Afinal, nos três dias de feira, ela recebeu vários retornos positivos. Os avaliadores da USP se interessaram muito pelo trabalho e elogiaram bastante o que foi desenvolvido. O elogio mais ouvido pela estudante foi da relevância social do projeto, que atenderia plenamente a comunidade celíaca, que conta com cerca de 5 milhões de pessoas no Brasil.

 

Além disso, o dispositivo foi elogiado por ser barato, simples e, claro, bastante eficaz. Por meio dele, basta colocar o alimento em um solvente e acrescentar um reagente, para ter o resultado. Se, a partir das reações químicas, a comida mudar de cor, o dispositivo apontará o glúten nela e o consumo não será permitido para as pessoas com a doença celíaca.

 

Na ida a São Paulo, o convívio com pesquisadores mais experientes foi algo que agregou muito. Maria Clara recebeu algumas orientações de como patentear o dispositivo e, agora, já corre atrás da patente intelectual, que é a mais simples, mas já garante um resguardo do projeto para ela. Outro ponto citado pelos professores foi o fato de que há espaço de evolução na parte química do dispositivo. Isso é algo que a aluna do Universitário pretende se dedicar em breve.

 

Por enquanto, ela se focará nos estudos para o vestibular, conforme combinado com os pais. O objetivo da estudante segue sendo estudar Medicina em São Paulo e partir para a área de pesquisa. A participação na FEBRACE só aumentou o desejo de ser pesquisadora. “Eu entrei em contato com uma realidade diferente, que fortaleceu o meu desejo. Minha meta segue sendo o estado de São Paulo, pois, nas universidades paulistas, existem mais oportunidades de bolsas de pesquisas e oportunidades de estabelecer contatos com a comunidade científica”, comentou Maria Clara Merigue.

 

Sobre o projeto, que, em 2019, entrou no terceiro ano de pesquisa, ela promete não o abandonar e, após o período dos vestibulares, pretende voltar a trabalhar com ele. A ideia é realmente conseguir um apoio e fazer com que o dispositivo se torne algo comercial. Afinal, a pesquisa da aluna pode solucionar o problema de muita gente. Não por acaso, em breve, Maria Clara Merigue irá receber em Londrina a coordenadora da Associação de Celíacos no Brasil, para conversar sobre o projeto.

 

O Colégio Universitário fica muito feliz com a sequência da pesquisa da aluna, pois, cada vez mais, investe na Iniciação Científica. A Instituição deseja que ela consiga sucesso nos próximos passos do projeto e que leve o dispositivo para o mercado.

 

Confiram as fotos:

Clique na imagem para ampliar Aluna se destacou na FEBRACE  Aluna se destacou na FEBRACE